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UnB completará 60 anos em 2022


Foto: Heloíse Corrêa / Secom UnB

Em abril de 2022, a Universidade de Brasília (UnB) completa seis décadas. Para organizar as atividades comemorativas deste marco, foi constituída e nomeada, por ato da Reitoria, a Comissão UnB 60 anos. Integrantes se reuniram pela primeira vez na tarde da sexta-feira (30), em encontro virtual.

Formado a partir da experiência de comissão criada em 2019 para a celebração dos 60 anos de Brasília, o grupo inclui 63 pessoas, entre membros da comunidade acadêmica, egressos, parlamentares e sociedade civil do Distrito Federal. A comissão pretende lançar editais para projetos a serem desenvolvidos pelas unidades acadêmicas durante todo o ano de 2022.

“Além das celebrações do aniversário da UnB, o ano que vem guarda outros marcos importantes, como o centenário de Darcy Ribeiro e da Semana de Arte Moderna e o bicentenário da Independência do Brasil”, lembrou a decana de Extensão, Olgamir Amancia, durante uma breve apresentação da iniciativa.

A comissão deverá atuar em duas etapas. Na preparatória, serão recebidas propostas de ações, definidos eixos estruturantes e subcomissões ou grupos de trabalho, além de desenvolvidas ações preliminares. Já a etapa da agenda principal, que deverá acontecer de janeiro a dezembro de 2022, vai compreender a realização dos eventos em si. Estes poderão ser sugeridos pelas unidades acadêmicas, administrativas, centros e órgãos complementares da UnB.

Propostas


Algumas propostas foram levantadas durante a reunião, como a de Paulo Speller, ex-aluno e primeiro reitor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

“A Universidade poderia, a partir dessa comissão, fazer uma proposta ou uma reflexão sobre a universidade pública brasileira nesse momento de grandes desafios, não apenas pela pandemia e pela crise política, mas pelos novos tempos que se apresentam ao nosso país e ao nosso planeta”, colaborou o professor, mencionando o Plano Orientador da UnB.

José Ronaldo da Cunha, presidente da Fundação Darcy Ribeiro, propôs o tombamento do Beijódromo e a digitalização do acervo de Darcy Ribeiro e de sua companheira, Berta Ribeiro.

“Gostaria de colocar a Fundação Darcy Ribeiro à disposição desses projetos. Na UnB, nós temos o Beijódromo. Nós gostaríamos de fazer um processo de tombamento dessa edificação, que é muito significativa e emblemática para a Fundação, tanto do ponto de vista arquitetônico quanto simbólico, pois ali se encontra o acervo de Darcy e Berta Ribeiro. Também gostaria de propor a digitalização desse acervo, para que possamos proteger e disponibilizar ao público este material”, sugeriu.

Tânia Fontenele, cineasta e doutoranda em História Cultural, Memórias e Identidades da UnB, propôs que se fale sobre a história das mulheres na Universidade de Brasília em documentário.

“Eu acredito que a visibilidade das mulheres na nossa história é algo que precisamos considerar. Minha proposta é de fazermos um levantamento de professoras e outras mulheres que participaram dos processos aqui da UnB. Alguns dados eu já venho colhendo porque tenho desenvolvido essa pesquisa há alguns anos. Tenho certeza que vamos achar muitas mulheres que contribuíram para a trajetória da UnB e estão escondidas na poeira da história”, manifestou a pesquisadora.

Para a decana Olgamir Amancia, as ações ainda precisam ser previstas para realização remota e com a possibilidade de serem presenciais, caso a pandemia já tenha sido superada. Pensando nisso, sugeriu exposições em formato virtual e exibição de curtas-metragens em interlocução com as escolas do Distrito Federal. A comissão deverá se reunir mensalmente para definir o andamento e cronograma das atividades.