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UnB: cartas solidárias a equipes do Samu


Professora Juliana Caixeta lê carta para representantes do Samu. Foto: Divulgação

Mais uma ação do projeto Cartas Solidárias, da Universidade de Brasília (UnB), enviou mensagens em reconhecimento aos esforços dos profissionais que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus. Dessa vez, os homenageados foram os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) responsáveis por socorrer e transportar pacientes com covid-19. Eles receberam as mensagens no último dia 15 de junho.

A iniciativa é uma forma de agradecer aos profissionais que enfrentam diariamente riscos na pandemia. As primeiras cartas foram distribuídas em maio, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade de referência no tratamento da covid-19. Depois disso, o projeto articulou, junto à direção do Samu, a entrega das cartas para servidores envolvidos no primeiro atendimento e socorro à população.

Voluntária no projeto, a professora Juliana Caixeta, do campus da UnB em Planaltina, relata que foram recebidas cem cartas escritas por estudantes, docentes, técnicos e egressos da universidade, além de familiares. Desse total, 74 foram eram adequadas ao perfil dos servidores do Samu. “As demais eram direcionadas a profissionais de segurança e de nutrição”, explica ela.

Houve um número significativo de mensagens de filhos de docentes e de egressos da UnB. A carta lida para os representantes do Samu foi escrita pelo filho do professor Eduardo Bessa. Nessa mensagem, Pedro Henrique Campos, de 6 anos, pede aos profissionais que tenham cautela durante suas atividades e agradece os cuidados que profissionais da saúde tiveram com ele, quando nasceu, pois necessitou de observação em uma incubadora. A declaração emocionou os servidores.

Motivação


Para a professora Juliana, o trabalho voluntário desenvolvido pelo projeto Cartas Solidárias oferece oportunidade para a promoção da saúde integral, física e mental.


“Existem pesquisas que comprovam que o voluntariado gera uma sensação de bem-estar e de pertencimento ao grupo, com envolvimento muito intenso. Isso traz muitos benefícios para quem participa. E, por outro lado, a pessoa que recebe a ação é agraciada nesse encontro de reconhecimento do outro, de valorização e respeito”, disse ela.

O diretor-geral do Samu, Alexandre Garcia, disse que as cartas motivam os servidores não apenas a enfrentar a pandemia, mas também as demais enfermidades. “É muito bom para o servidor entender que está sendo valorizado, mesmo com um gesto simples como uma carta. Tenho certeza que cada um guardará a sua para nunca mais perder. Quando estiver em um momento de questionamento ou dúvida, vai abrir aquela carta e vai entender que alguém o valoriza”, disse o diretor-geral.

A principal atribuição da unidade durante a pandemia é transportar infectados com covid-19, após procurarem a rede de saúde e testarem positivo para a covid-19. Esses pacientes são transferidos para o Hran: “Eles não podem pegar ônibus nem táxi”, explicou Garcia.

Segundo ele, o perfil do atendimento mudou na pandemia. “O número de ligações caiu, mas o transporte aumentou muito”, contou Garcia. Ele considera que a queda nas ligações pode estar relacionada à redução na circulação de veículos e ao fechamento de bares, com a diminuição dos acidentes de trânsito e das agressões que resultam em ferimentos.

Participe

O projeto Cartas Solidárias está aberto a mensagens da população. Está prevista a homenagem às equipes envolvidas no suporte às famílias que perdem parentes. A coordenadora do Grupo de Trabalho de Promoção à Saúde do Comitê Gestor do Plano de Contingência em Saúde da Covid-19 (Coes), Josenaide dos Santos, solicita a participação da comunidade acadêmica, com o envio de mensagens de solidariedade e de apoio aos profissionais do Cemitério Campo da Esperança. As cartas devem ser encaminhadas ao e-mail promo.prev2020@gmail.com.

Por Henrique Gomes, estagiário de Jornalismo na Secom/UnB.

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