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UnB apoia reinserção no mercado de trabalho

Atualizado: Jul 15


Foto: Divulgação/Secretaria do Trabalho do Distrito Federal

Um projeto da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) vai auxiliar a recolocação profissional de quem perdeu o emprego em meio à pandemia do novo coronavírus. Conduzido pelo professor Remi Castioni, que atua na área de políticas públicas da educação, o projeto vai criar metodologia de certificação de conhecimentos técnicos de profissionais com baixa escolaridade.

Castioni diz que é preciso acelerar a certificação desses profissionais, valorizando o que já sabem e otimizando as oportunidades de qualificação. "O profissional, muitas vezes, é encaminhado para cursos que nada têm a ver com sua experiência”, observa ele.

Além da alta rotatividade no mercado, muitos profissionais têm baixa escolaridade, e alguns sequer sabem ler e escrever. A proposta de Castioni é qualificá-los, de acordo com suas experiências, para que melhorem as habilidades que já possuem.

O professor estabeleceu parceria com o Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas) e com a Agência do Trabalhador, ligada à Secretaria do Trabalho do Distrito Federal. A agência é responsável por atender o cidadão desempregado, verificar se está apto a receber o seguro-desemprego e ajudá-lo a se recolocar no mercado. Entre os trabalhadores que usam esse serviço estão garçons, eletricistas, pedreiros, vigilantes e profissionais de cozinha e limpeza.


“Estamos trabalhando para sensibilizar os agentes da Agência do Trabalhador que acolhem os desempregados, para que haja uma orientação mais qualificada. Além de identificarem a trajetória do trabalhador, o que o levou ao desemprego e o que ele precisa adquirir para ter um novo emprego”, explica Castioni.


A avaliação, o reconhecimento e a certificação dos aprendizados obtidos na educação profissional e tecnológica estão previstos no artigo 41 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), mas, de acordo com o professor, essas medidas não são efetivamente colocadas em prática.


Devido à pandemia de covid-19, os pedidos de seguro-desemprego no Distrito Federal quase dobraram em maio 2020, comparados ao mesmo mês do ano anterior: saltaram de 10.947 para 19.520, sendo a maior parte feita pela internet.

Na comparação com os 26 estados brasileiros, o DF registrou o segundo maior número de solicitações nesse período. Enquanto a média nacional de aumento foi de 53%, no DF o crescimento foi de 78%, só perdendo para Santa Catarina, com 86%. "Com a pandemia, muitos estabelecimentos fecharam e as pessoas terão dificuldade de se recolocar, pois a oferta de emprego foi reduzida”, avalia Castioni.

Orientações diferenciadas


A ideia é que a Agência do Trabalhador ofereça qualificação para que os trabalhadores possam se reinserir no mercado. O professor sugere estabelecer orientações diferentes por grupos: para o trabalhador que busca o primeiro emprego e para aquele que está acima de 35 anos e não tem ensino fundamental ou médio concluído.

Outra sugestão do docente é modificar a estrutura de atendimento da agência para que haja um acolhimento mais humanizado, com possibilidade de disponibilizar inclusive lanche para a pessoa que está em dificuldade e sem emprego.

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