• Demétrio Weber

Covid-19 fecha escolas em 193 países e amplia desigualdades na educação



A pandemia de Covid-19 já provocou o fechamento de escolas em pelo menos 188 países, além de suspender aulas localizadamente em outras cinco nações. São mais de 1,5 bilhão de estudantes afetados em 193 países, da pré-escola à universidade, o que corresponde a cerca de 91% do total de alunos matriculados no planeta.

É o que mostra o mais recente balanço da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), divulgado em 4 de abril de 2020.

O fechamento de tantas escolas ao mesmo tempo nunca ocorreu antes, diz a UNESCO. A saída tem sido o ensino a distância. Mas o desafio é enorme.

Em países como o Brasil, a situação é ainda mais difícil, já que a maioria das escolas tem pouca ou nenhuma experiência de ensino a distância. E ninguém aprende a fazer isso da noite para o dia.

O que dizer, então, de quem não tem conexão à internet?

Exclusão digital

A pandemia joga luz sobre as desigualdades do mundo em que vivemos. Se está difícil para todos, mais ainda para os excluídos digitais e para quem a merenda escolar é a principal refeição do dia.

Neste momento de escolas fechadas, educadores e governos buscam maneiras de garantir equidade. Para quem não consegue nem acessar a internet, plataformas digitais e aulas virtuais de nada adiantam. Para quem tem fome, menos ainda. Não à toa, há iniciativas como a distribuição de alimentos, aulas pela TV ou o envio de material didático pelo correio.

Em tempo: uma pesquisa do IBGE estimou que um em cada quatro domicílios brasileiros não tinha conexão à internet. O dado é de 2017.

Por ora, não resta dúvida: o novo coronavírus ampliará as desigualdades educacionais no Brasil e no mundo.

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