• Demétrio Weber

Quem priorizar na volta às aulas?



A reabertura das escolas para aulas presenciais, quando ocorrer, deverá ser acompanhada de cuidados sanitários contra a covid-19 e de uma série de estratégias educacionais. À luz da experiência de outros países, representantes de organismos internacionais traçaram um panorama sobre o tema, nesta semana, no quinto webinário da série Desafios da educação básica em tempos de pandemia, promovida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A representante da UNESCO no Brasil, Marlova Noleto, lembrou que um primeiro cuidado é retomar as aulas presenciais inicialmente em áreas menos afetadas pela covid-19, para reduzir riscos de transmissão. Depois será preciso definir quais turmas de alunos voltarão primeiro, já que a reabertura das escolas deve ocorrer de maneira escalonada.


Outra estratégia é retomar as aulas em dias e horários alternados. Marlova destacou ainda que o número de alunos por turma deverá ser revisto, a fim de garantir um distanciamento mínimo nas salas de aula. Para isso, é preciso verificar as possibilidades de cada rede, levando em conta que talvez nem todos os professores tenham disponibilidade para retornar ao trabalho presencial num primeiro momento.


"É uma crise sem precedentes, que nos desafia como seres humanos e, depois, como gestores", disse a representante da UNESCO no Brasil.

Escolhas


Segundo Marlova, a China optou por priorizar alunos que estavam concluindo etapas, como o ensino médio. Já a Dinamarca e a Noruega privilegiaram a educação infantil, uma vez que as crianças costumam ter mais dificuldades de engajamento no ensino remoto.

O chefe da área de Educação do UNICEF no Brasil, Ítalo Dutra, citou a experiência de países sul-americanos, como Argentina e Uruguai: "Lugares menos afetados e, em especial, onde a população é mais dispersa têm sido os que entram em primeiro lugar na reabertura das escolas."

O diretor do Escritório da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) no Brasil, Raphael Callou, contou que as escolas de Madri, na Espanha, reabriram para atender primeiramente a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental. Já Portugal começou pelos adolescentes, que têm maior autonomia e capacidade de seguir normas de segurança.

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