• Demétrio Weber

Dilvo Ristoff estreia como colunista

Atualizado: Mai 16


A educação brasileira está numa encruzilhada. Políticas públicas lançadas a partir da década de 1990 − e intensificadas neste século 21 − deram início a uma transformação. De um lado, uma parcela maior da população teve acesso à escola e à universidade. A conquista do diploma, contudo, não veio acompanhada de um salto de qualidade.

Aprofundar as conquistas recentes, garantindo que o direito fundamental à educação vire realidade para grupos historicamente excluídos, é um enorme desafio. Assim como também é desafiadora a busca pela qualidade. Na verdade, não se trata de objetivos excludentes, até porque um não caminha sem o outro.

O desenho e a implementação de programas capazes de promover a equidade − e de fazer avançar a educação brasileira − já seriam suficientes para exigir o que há de melhor desta e das futuras gerações de educadores. O que dizer, então, neste momento de pandemia, quando o fechamento das escolas deixa mais de 50 milhões de estudantes e professores, em todo o Brasil, às voltas com o ensino remoto?

Especialista em avaliação

Para refletir sobre antigos e novos desafios, este blog passa a contar, nesta semana, com a colaboração do professor Dilvo Ristoff, um especialista em avaliação do ensino superior que já ocupou cargos de direção em alguns dos principais órgão de educação do país, tendo respondido inclusive pela formação de professores da educação básica.

Graduado em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutor em literatura pela University of Southern California, nos Estados Unidos, Dilvo é professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em Brasília, foi diretor de Estatísticas e Avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), diretor de Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e diretor de Políticas e Programas da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC). Foi também reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul.

Livros

Dilvo é autor e coautor de inúmeros livros. Entre eles, Universidade em foco − reflexões sobre a educação superior (Editora Insular, 1999), Neo-realismo e a crise da representação (Insular, 2003), Updike´s America (Peter Lang, 1988), John Updike´s Rabbit at Rest: Appropriating History (Peter Lang, 2008) e Construindo outra educação: tendências e desafios da educação superior (Insular, 2011).

Atualmente ministra aulas e orienta dissertações no Programa de Mestrado em Métodos e Gestão em Avaliação da UFSC.

A educação passa por aqui.

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Professor que escreve uma fórmula em um

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