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Boas práticas e casos de sucesso na educação

Os 200 anos da Independência do Brasil serão celebrados em 2022, mas somente com educação de qualidade − e para todos − é que seremos verdadeiramente livres.

 
 
  • Demétrio Weber

Pisa revela estagnação do ensino em países desenvolvidos

Atualizado: 4 de Dez de 2019

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou, nesta terça-feira (03/12), os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos de 2018, o Pisa (da sigla, em inglês, para Programme for International Student Assessement).


Trata-se da principal avaliação mundial da educação básica, realizada a cada três anos, com a participação de cerca de 600 mil alunos na faixa dos 15 anos de idade, em 79 países e territórios. Os jovens respondem a questões de leitura, matemática e ciências. Em 2018, o foco foi em leitura.



Como de praxe, o Brasil ficou na parte de baixo da tabela. O que não chega a ser surpresa, já que a OCDE é formada majoritariamente por nações do Primeiro Mundo, que oferecem melhores condições de vida e mais oportunidades de aprendizagem a suas crianças e a seus adolescentes.


O universo avaliado pelo Pisa, no entanto, inclui estudantes de países em desenvolvimento, como o Brasil, o Chile, a Argentina e a Colômbia, entre outros. Ou seja, o mau desempenho brasileiro parece refletir não só o subdesenvolvimento econômico, na comparação com a porção rica do mundo, mas também as mazelas educacionais de nossas redes de ensino.

Na edição do Pisa de 2018, regiões da China, como Pequim e Xangai, lideram o ranking, que é dominado por asiáticos.


A discussão sobre o rendimento dos brasileiros, assim como a própria validade de testes padronizados para aferir a qualidade da educação, é extremamente complexa. Prefiro deixá-la para outro momento.


Desafios globais

Destaco aqui tópicos enfatizados pela OCDE em sua página na internet (www.oecd.org):


- Um em cada quatro estudantes, nos países da OCDE, é incapaz de concluir até mesmo as mais básicas tarefas de leitura.


- Cerca de um em cada quatro estudantes, nos países da OCDE, em média, não alcança o nível básico em ciências (22%) ou em matemática (24%). Isso significa que eles não podem, por exemplo, converter um preço em uma moeda diferente.


- A maioria dos países, especialmente no mundo desenvolvido, teve pouca melhora em sua performance ao longo da última década, embora os gastos com escolarização tenham aumentado 15% no mesmo período.


Os problemas detectados nos países ricos mostram que a educação enfrenta desafios em toda a parte.


O Brasil tem muito a avançar.


Acesse aqui mais informações sobre o Pisa na página da OCDE.

 

Quem faz o blog

Demétrio Weber é jornalista, mestre em Direitos Humanos, Cidadania e Violência e criador do blog Educa 2022. Acredita que a educação pode mudar o mundo.

Como repórter nos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, entre 1995 e 2015, especializou-se na cobertura da área de educação.

Foi assessor de imprensa e consultor da UNESCO no Brasil. 

É autor, entre outros, do Guia do Ideb da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), dos capítulos 6 e 10 do livro Políticas educacionais no Brasil − O que podemos aprender com casos reais de implementação? e da reportagem More than money, failures of U.S. schools require new strategies, publicada no site do jornal The Washington Post.