• Dilvo Ristoff

O mito da universidade blasé


Foto: Davide Ragusa / Unsplash

Mas sua própria riqueza, prestígio e poder provaram ser sua ruína. Tamanha era a oferta à sociedade dos recursos de seus professores e estudantes que a Universidade se tornou vítima da terrível doença da mente que os gregos chamavam de hubris. Hubris é um orgulho avassalador, orgulho que deve continuamente confirmar-se através da busca de novas glórias, que deve, como Fausto, buscar o ilimitado e o infinito.

Robert A. Nisbet

Já se tornou lugar comum dizer que a Universidade está distante da sociedade e que se mostra indiferente aos pleitos de seus cidadãos. Isso tem sido repetido tantas vezes e em tantos lugares que, como as mentiras repetidas ad nauseam, passou a ser entendido como verdade. “Os professores”, assim corre o cantochão, “estão enclausurados em suas torres de marfim e em seus laboratórios de pesquisa” e as Universidades, “como casas mudas e fechadas”, mantêm “distância Olímpica” da sociedade que as sustenta.


O professor que passou os seus últimos trinta anos na Universidade deve ter ouvido esta ladainha da Universidade blasé, supostamente distante da sociedade que a criou, inúmeras vezes, sendo a cada dia instado a provar que o seu trabalho na sala de aula ou nos laboratórios é, de alguma forma, útil. Poucos, no entanto, discordariam da ideia de que uma Universidade é criada pela sociedade para que a sociedade possa assim melhor ajudar-se a si própria. Até porque, como bem argumenta Robert Nisbet, “se não há mesmo um jeito possível de a Universidade ajudar a sociedade a enfrentar os seus problemas, então é melhor abandoná-la” (134).


Mesmo assim, é um equívoco aceitar esta crítica como incontestável ou, pior, como verdade absoluta. Muitas, muitas vezes, tudo o que é possível identificar nela nada mais é que um desencanto – não com a Universidade propriamente dita, mas com uma falsa representação de sua identidade. Outras vezes nada mais é do que a lamúria de suplicantes à procura da prestação de serviços especializados que não encontram ou que, por alguma razão, não os satisfazem. Estes suplicantes, por não compreenderem ou fingirem não compreender a natureza da instituição, se julgam preteridos pela Universidade e passam a denunciá-la como alheia ao mundo “real”, o mundo deles.


Mas, afinal, o que são os milhares de alunos presentes no campus senão o mundo real, a sociedade, presente, buscando formação para os seus jovens? O que são as centenas de profissionais se graduando todos os anos senão pessoas qualificadas postas a serviço da sociedade? O que são as centenas de professores formados pela Universidade todos os anos senão pessoas preparadas para atuar na educação de nossos filhos, nas creches e nas escolas de ensino fundamental e médio? O que são os cursos abertos de línguas estrangeiras oferecidos todos os anos, senão uma preparação de milhares de jovens para a vida em uma sociedade cada vez mais globalizada? E o que dizer, por exemplo, da restauração, pela Universidade, das fortalezas abandonadas e em ruinas? O que é senão a explícita valorização do patrimônio histórico de um povo, além de ser, muitas vezes, um importante impulso aos mais diversos setores do turismo, dos taxis às escunas, aos hotéis e aos restaurantes da cidade e da região? E o que dizer da produção de alevinos e de sementes de ostras e moluscos em seus laboratórios senão que se trata de uma oportunidade extraordinária para repovoar o mar e os rios, aprendendo a neles plantar e colher e, como consequência, a cuidar do meio ambiente e da qualidade da água? E aquele projeto que traz ao campus escritores, poetas, músicos e pintores, o que é senão a Universidade a valorizar a nossa poesia, a nossa literatura, os nossos músicos e os nossos artistas?


E, no entanto, apesar dessas iniciativas e de uma infinidade de outros valiosos projetos de ensino, pesquisa e extensão, as críticas ao distanciamento da Universidade da sociedade não só se mantêm, mas em tempos recentes, vêm aumentando a sua frequência e contundência. Rapidamente, esse suposto distanciamento passa a insinuar que a Universidade é não só uma instituição de baixa utilidade prática, mas também de alta periculosidade social.


Da insinuação à declaração e à execração pública é só um pequeno passo. As declarações dos últimos ministros da Educação e de outras autoridades, por exemplo, não podiam ser mais claras. Para um dos ministros, a Universidade brasileira é hoje de pouca utilidade prática e deveria ser substituída por cursos técnicos, pois "O Brasil precisa de mão de obra técnica, profissional, gente com capacidade”, insinuando que a Universidade forma profissionais destituídos de capacidade técnica, sendo ela o principal responsável pelo desemprego de pessoas diplomadas. Para outro ministro, além de inútil, as Universidades se tornaram “madraças de doutrinação”, com “plantações extensivas” de maconha, espaço privilegiado da “balbúrdia juvenil”. E para o mais poderoso dos ministros, que não é da Educação, a Universidade se tornou um antro do esquerdismo e da imoralidade, um espaço onde, segundo ele, se ensina “Paulo Freire e sexo para crianças de cinco anos”. E, assim, de declaração em declaração, a Universidade não só passa a estar distante, mas, por ser inútil e perigosa, deve permanecer distante.


Uma vez declarada a inutilidade e a periculosidade da instituição, por que não cortar recursos e perseguir, como propôs abertamente um dos últimos ministros da Educação, as “zebras gordas” – docentes, segundo ele, regiamente pagos e dedicados à balbúrdia? Por que não extinguir bolsas de pesquisa? Por que não desrespeitar o direito constitucional à autonomia? Por que não desrespeitar o direito de escolha dos dirigentes pela comunidade universitária? Por que não nomear interventores? Por que não promover a intervenção política? Uma falsa imagem do que é a Universidade, se repetida à exaustão, não ficará sem consequências. Ao contrário, ela cegará a sociedade para os seus importantes feitos e acabará por encaminhar a sua extinção como bem público e social.


Há, sim, nos campi um isolacionista ou outro que não demonstre grande interesse por questões que não tenham relação direta com a sua pesquisa, mas isso, nem de longe permite inferir que os docentes da Universidade vivem em outro planeta e, muito menos, refestelados em ilhas paradisíacas. Estão, sim, geralmente, assoberbados com os afazeres diários da docência, envolvidos nas atividades que lhe são próprias – atividades que os trouxeram ao campus quando decidiram abraçar a profissão: a produção e a disseminação do saber. Quem conhece a vida no campus, quem refletiu sobre a natureza multifacetada do trabalho educativo e quem um dia se debruçou sobre os Planos das Atividades Docentes, sabe que todas as evidências indicam que os professores universitários, como um todo, desenvolvem suas funções de ensino, pesquisa, extensão e gestão para muito além dos estreitos limites das exigências da lei e do que é descrito como sendo de sua competência.


Por isso mesmo, quando se dá a entender ao grande público que as atividades intrínsecas à docência são triviais, cosméticas, oníricas e sem importância e quando se passa a exigir dos docentes um conjunto de ações que extrapolam a sua atribuição acadêmica principal e legítima, sobrepondo funções sociais finalísticas à sua função natural de intermediação, alimenta-se a falsa ideia de que a Universidade deva ser onipresente na busca de solução para os problemas sociais. E quando isso não se realiza, porque a onipresença finalística não é atributo universitário, começa a surgir a ideia, também falsa, de uma Universidade ineficiente, distante da sociedade e indiferente aos seus pleitos. Nasce, assim, mais um mito, bem ao gosto de outros mitos patrocinados por seus detratores.


Mitos, no entanto, embora possam em alguns casos guardar um fundo de verdade, são falácias e, por isso mesmo, precisam ter a sua camuflagem enganosa removida. Talvez a crítica da Universidade distante até valesse para as Universidades clericais/monásticas e para a era das cátedras, contra as quais se voltaram os valorosos protestos dos estudantes de Córdoba em 1918, embora até mesmo isso seja assunto aberto à polêmica. Nisbet argumenta, por exemplo, que “a Universidade não é e nunca foi, durante toda a sua história, um afastamento do mundo. ... [Os docentes] de Oxford, Paris e Salamanca, na Idade Média e nos séculos seguintes, não eram nem isolacionistas nem anacoretas... como sabemos ... eram tudo menos pessoas avessas à luta” (34). Controvérsia à parte, a verdade é que a crítica ao distanciamento, levantada, com braço forte e voz retumbante, pelo Manifesto Liminar dos estudantes cordobenses de 1918, tem sido amplamente absorvida nos dias de hoje pelas Universidades mundo afora e também pelas brasileiras (refiro-me especialmente às com U maiúsculo e que, por exigência constitucional, devem fazer mais do que ensino). Por isso mesmo, falar que a Universidade está distante da sociedade é, repito, um mito – um mito alimentado ou por desconhecimento sobre a natureza dessa instituição milenar ou por falsidades deliberadamente nutridas por abordagem ideológica insensível às demandas da arte, da ciência, da tecnologia e da justiça.


Paulo Freire, o patrono da educação brasileira, declarou certa feita que “a educação não muda o mundo; a educação muda as pessoas; as pessoas mudam o mundo”. Podemos dizer o mesmo da Universidade: ela não muda a sociedade; ela identifica talentos, educa pessoas, forma profissionais nas mais diferentes áreas do conhecimento e os entrega à sociedade para que possam, graças à sua formação, contribuir com a melhoria da qualidade da vida. Escapa frequentemente aos críticos da Universidade que grande parte do serviço que ela presta à sociedade se dá, como bem destaca Paulo Freire, de forma indireta, como intermediação, como preparo de gerações de jovens para que possam (1) ocupar, na sociedade, funções que exigem conhecimentos, habilidades e competências específicas; (2) compreender a sociedade em que vivem e que está em permanente mudança, podendo assim melhor se preparar para viver em espaços sociais fluidos e (3) poder melhor contribuir com as mudanças sociais necessárias.


A Universidade, é preciso que se diga e que se repita, não tem a obrigação de resolver os problemas de saúde de um estado ou de um país; ela tem obrigação de formar pessoas que saibam cuidar da saúde, prevenir e combater as doenças que nos afligem. Isto significa que os hospitais universitários devem ser hospitais-escola, espaços de aprendizagem, não o principal responsável pela atenção à saúde da sociedade, como em muitos casos têm se tornado. Esta responsabilidade cabe a outros órgãos da Saúde, nas várias esferas do governo. Quando se exige da Universidade e do seu hospital-escola o atendimento, direto e ilimitado, das pessoas com problemas de saúde, a cobrança é claramente indevida.

Na mesma linha de raciocínio, podemos dizer que não é função do professor de infectologia erradicar as doenças infecciosas, mas fazer com que os seus alunos estudem essas doenças, que conheçam os patógenos (príons, vírus, bactérias, protozoários, fungos, etc.) que as causam, para que, à luz dos seus estudos, possam sugerir estratégias de lidar com elas. Ao formar pessoas qualificadas e ao oferecer a sua expertise à sociedade, a Universidade permite que as autoridades constituídas possam melhor orientar as suas ações à luz do conhecimento existente. Poderão assim, por meio de suas lideranças, formular políticas públicas pertinentes, campanhas de vacinação, higiene, distanciamento social etc. etc. Por mais importante que seja a contribuição da Universidade, é cobrança indevida exigir dela e de seus professores ações que cabem ao Ministério da Saúde, às Secretarias da Saúde e a outras instituições.


O mesmo pode ser dito de todos os demais profissionais que a Universidade forma: ao formar o agrônomo, a Universidade o municia para que ele possa exercer bem a sua função junto à sociedade: zelar pela qualidade, fertilidade e produtividade do solo; controlar pragas nas plantações; conhecer técnicas de plantio e colheita; etc. Ao assegurar uma formação de agrônomos preocupados com a preservação do meio-ambiente, com a produção de alimentos saudáveis, com a agricultura orgânica e com a utilização segura e sustentável do solo e da água, a Universidade estará dando a sua fatia de contribuição tanto para o sucesso do agronegócio quanto da agricultura familiar, sem a menor pretensão de substituir o Ministério da Agricultura na formulação de políticas públicas que proíbam o uso indiscriminado de agrotóxicos ou que assegurem a disponibilidade de alimentos e o fácil acesso a eles a todas as pessoas.


O bacharel em direito, da mesma forma, é alguém que a Universidade forma para que o país tenha à sua disposição profissionais que conheçam as leis, a doutrina, a jurisprudência, a organização e o funcionamento do sistema de justiça pelo qual nos pautamos. Não é o papel da Universidade resolver os problemas que a justiça enfrenta no seu dia a dia. Isto significa dizer que o escritório de pequenas causas, que funciona no campus, é um espaço de aprendizagem, não o principal responsável por garantir o acesso da população à justiça. E assim por diante: os gabinetes odontológicos no campus têm como função precípua auxiliar os professores no ensino, na capacitação dos profissionais da área, não a de resolver os problemas dentários ou de saúde bucal da população; a fazenda experimental, como o próprio nome sugere, é um espaço de experimentos, não o responsável por prover alimentos para os restaurantes universitários ou para a população em geral, por mais que possa dar a sua contribuição nessa direção.


Mesmo sob risco de ser repetitivo, é fundamental reafirmar que a contribuição da Universidade à sociedade se dá principalmente na qualidade de centro formador de pessoas que podem mudar, para melhor, o mundo em que vivemos e não como um prestador de serviços que são de responsabilidade primeira de outras instituições. A Universidade, pela capacitação que produz, pela expertise e inteligência de que dispõe, pelo saber que gera e dissemina, é e deve ser um centro irradiador de mudanças desejáveis. Isso, no entanto, não elimina a sua função de intermediação e não a torna o responsável último e direto pelas políticas públicas nas várias áreas da economia.


Nestes tempos de tantos contratempos na vida da Universidade, pública e privada, é importante que se tenha todo o cuidado para não atribuir a ela funções que a rigor pertencem ao Estado. Os professores da área da saúde não são os substitutos do Ministério da Saúde; os professores da Agronomia não substituem o Ministério da Agricultura; os da Aquicultura, não substituem a Secretaria da Pesca; os estudos de cenários visando melhor entender os muitos problemas relacionados à infraestrutura e operação de sistemas de transporte não substituem as políticas do Ministério dos Transportes e de outros setores do governo para a mobilidade urbana; os professores de Letras, Artes, Música, Cinema e Teatro não substituem o Ministério da Cultura; os professores do Direito e das Ciências Humanas não substituem o Ministério da Justiça e o Ministério dos Direitos Humanos; os professores das Licenciaturas, que formam, na Universidade, os professores da educação básica – aqueles que ensinarão os nossos filhos, desde a primeira infância, a ler, a escrever, a conviver, a conhecer a nossa história, a aprender as coisas básicas necessárias para o seu pleno desenvolvimento como seres humanos – não substituem o Ministério ou as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação.


O meu argumento, portanto, é muito simples e claro: ao Estado o que cabe ao Estado; à Universidade o que cabe à Universidade. E que se exija de cada um o rigoroso cumprimento do que é de fato de sua responsabilidade. Essa compreensão tem escapado de setores da sociedade, da mídia e, em especial, das autoridades governamentais, sempre ansiosas por responsabilizar os outros pelo seu despreparo, pelos seus fracassos e limitações. Por isso mesmo, a Universidade, embora tenha a obrigação natural de manter-se atenta e sensível às demandas sociais e às críticas que lhe fazem, precisa se contrapor com mais veemência à falsa ideia de que está distante da sociedade, sempre que este não for o caso. Isto significa dizer que precisa (1) reafirmar as atribuições que lhe são próprias e inarredáveis e (2) denunciar os que falsamente lhe atribuem responsabilidades que claramente não são suas, mas dos governantes ou de outras instituições.

Por último, mas não menos importante, a Universidade precisa entender que exercer bem as suas funções, permanecendo, como querem a Conferência Mundial da Unesco e a Agenda 2030 da ONU e outros organismos internacionais, plenamente engajada na busca de soluções para os grandes desafios de nosso tempo (eliminar a pobreza, extinguir a fome, assegurar estilos de vida saudáveis, promover educação inclusiva e de qualidade, assegurar a disponibilidade de água e saneamento para todos, assegurar acesso à energia limpa, promover o crescimento econômico, combater as mudanças climáticas e seus impactos, combater a desertificação, reverter a degradação da terra e interromper a perda da biodiversidade, assegurar a igualdade de gênero, promover a paz, garantir acesso à justiça etc. etc. etc.), significa não se deixar seduzir pelo canto da sereia que pede a venda e a oferta sem limites de serviços.


Deixar-se seduzir por esse canto da sereia não só demanda a presença da Universidade em espaços sociais para os quais nem sempre está devidamente preparada, mas exige que abdique de sua função intermediadora. Mais grave ainda, ao aceitar a sedutora proposta de querer ser tudo, de estar em todos os lugares, de imaginar-se sem limites, de flertar com a onisciência, de amancebar-se com o poder político e econômico, a Universidade corre o sério risco de Faustizar-se, de entregar a alma ao demônio, de sacrificar os valores que a construíram, de perder a sua identidade e de deixar de ser o que é e deve ser – uma instituição social voltada à produção e à disseminação do saber.

Referências

BARROS, Enrique F. et al. Manifiesto Liminar. Universidad Nacional de Córdoba. Campus Virtual. Disponível em: https://www.unc.edu.ar/sobre-la-unc/manifiesto-liminar. Acesso em 08/07/2022.

NISBET, Robert A. The Degradation of the Academic Dogma. New Brunswick e Londres: Transaction Publishers, 1971.

UNESCO. World Conference on Higher Education: The New Dynamics of Higher Education and Research For Societal Change and Development Paris: UNESCO, 5 - 8 de julho de 2009.

UNITED NATIONS ORGANIZATION. Transforming our World: The 2030 Agenda for Sustainable Development. Disponível em: https://sustainabledevelopment.un.org/post2015/transformingourworld/publication. Acesso em 08/07/2022.


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Dilvo Ristoff é especialista em avaliação e doutor em literatura pela University of Southern California, nos Estados Unidos. Foi diretor de Estatísticas e Avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), diretor de Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e diretor de Políticas e Programas da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC). Foi também reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul. É autor e coautor de inúmeros livros, entre eles, Universidade em foco − reflexões sobre a educação superior (Editora Insular, 1999), Neo-realismo e a crise da representação (Insular, 2003) e Construindo outra educação: tendências e desafios da educação superior (Insular, 2011). Atualmente ministra aulas e orienta dissertações no Programa de Mestrado em Métodos e Gestão em Avaliação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).


O artigo acima é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a visão do Educa 2022.