• Demétrio Weber

No ensino on-line, risco à segurança


Em tempos de ensino on-line, as escolas devem ficar atentas à segurança de seus alunos. Redes sociais facilitam a interação entre alunos e professores. Por isso mesmo, foram a saída para muitas escolas oferecerem aulas e atividades virtuais. Mas o uso da internet expõe crianças e adolescentes a riscos, como assédio, acesso a conteúdos indevidos e comercialização de dados dos usuários.

Quem faz o alerta é a consultora Julci Rocha, diretora da Redesenho Educacional, empresa que presta assessoria na formação de professores e gestores com foco em inovação e tecnologias. Ela diz que as escolas deveriam evitar redes sociais e até mesmo plataformas educacionais de acesso gratuito que, em contrapartida, façam uso comercial dos dados pessoais e de navegação dos estudantes.

"É preciso tomar cuidado: há questões relacionadas à privacidade, à infância", afirma a consultora.

YouTube


No YouTube, um novo vídeo é exibido automaticamente logo após o término do vídeo a que se estava assistindo. Quando se pensa na quantidade de crianças e adolescentes utilizando essa plataforma para fins escolares, percebe-se o risco de exposição a conteúdos indevidos. Ainda mais que a seleção da sequência de vídeos considera as preferências e o histórico de navegação do usuário − que pode ser um adulto da casa.

Julci recomenda o uso de ambientes virtuais de aprendizagem que não possam ser acessados pelo público externo. Cabe à escola, segundo ela, providenciar o nome de usuário e a senha para cada aluno e professor. "Para ter controle desse ambiente, a escola precisa fazer a gestão dos usuários e senhas", afirma a consultora.

Ela também recomenda a adoção de plataformas que sigam políticas de proteção de dados, isto é, que não exponham nem façam uso comercial das informações dos estudantes. Julci aponta a Google Sala de Aula e a Microsoft Teams como bons exemplos nesse sentido.

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