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Moradores de Ceilândia pedem cursos noturnos


Uma antiga demanda dos moradores de Ceilândia, a mais populosa região administrativa do Distrito Federal, com cerca de 500 mil habitantes, voltou à pauta de reivindicações na tarde da última segunda-feira (29). Em reunião on-line com representantes de movimentos sociais, a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, prometeu esforço para tirar do papel a criação do turno da noite na Faculdade UnB Ceilândia (FCE): "Temos todo interesse em ampliar as vagas de acesso à população de Ceilândia. Para isso, precisamos trabalhar de mãos dadas com a população".

A reitora frisou a importância de uma definição dos cursos a serem ofertados, com a participação efetiva da comunidade. "Antes de tudo, precisamos definir com clareza as demandas. Depois disso, vamos nos organizar para montar um projeto que torne esse desejo possível e viável, com as necessárias negociações políticas, tanto em nível local como na esfera nacional."

A estudante Lívia Kelly, do Centro de Ensino Médio 02, disse que muitos dos seus colegas sonham em estudar à noite na Universidade de Brasília. "Quando a gente passa de ônibus e vê a UnB, nossos olhos brilham. Com a opção do noturno, poderíamos trabalhar, já que isso faz parte da realidade de muitos aqui", detalhou. Segundo ela, uma pesquisa informal apontou os cursos de Letras, Jornalismo e Arquivologia na preferência estudantil.

O decano de Ensino de Graduação, Diêgo Madureira, ressaltou a necessidade de qualificação na demanda para que o projeto possa ser devidamente encaminhado às instâncias superiores. "Só conseguiremos ver o andamento do projeto se tivermos clareza e objetividade. Quais cursos? Para que público? Assim, podemos defender a ideia com bom embasamento", pontuou o decano.

Representante da Associação Movimento Pró-Universidade Pública de Ceilândia (Amopuc), Eliceuda França se comprometeu a entregar no menor prazo possível diagnóstico sobre reais necessidades e desejos dos estudantes. "Já é maravilhoso termos o campus da UnB aqui. Agora, vamos continuar essa luta antiga para vê-lo funcionar à noite", afirmou ela.

O diretor da FCE, João Paulo Chieregato, e a vice-diretora, Laura Davison Mangilli, se comprometeram a dar encaminhamento ao projeto junto ao conselho da Faculdade. "Sabemos que isso irá requerer, por exemplo, novas instalações, particularmente se forem cursos ainda não oferecidos na Ceilândia", ponderou Chieregato. "Mas estamos totalmente dispostos a atender a comunidade", reforçou Mangilli.

Na avaliação do estudante Mateus Henrique, o turno da noite também seria bom para moradores de regiões próximas, muitas vezes impossibilitados de se deslocar ao Plano Piloto. "A vida está cara e difícil. Com a oferta aqui, muitos estudantes que sonham em fazer universidade poderiam ser contemplados."

No encontro, a reitora Márcia Abrahão contou também que foi procurada recentemente pelo administrador de Ceilândia, Marcelo Piauí, que expressou a vontade da população local em ver um curso de Medicina implementado na FCE. "Em parceria com a administração regional e o Governo do Distrito Federal, vamos analisar com atenção esse pedido. E de uma forma que contemple especialmente os moradores da cidade", disse a reitora.

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