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Mau desempenho não reprovará em SP


Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O aluno matriculado na rede pública paulista que deixar de entregar as atividades escolares este ano poderá ser reprovado, admitiu ontem (7) o secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares. Segundo ele, nenhum aluno será reprovado por desempenho. Mas a reprovação poderá ocorrer para os alunos que não entregarem nenhuma atividade neste ano.


“Obviamente, em um ano normal, se o aluno não alcança ou não aprende as habilidades que são esperadas, se ele não alcança a média [nota] mínima estabelecida, ele pode ser reprovado. Mas não estamos falando disso. Mesmo que o aluno tenha alguma dificuldade [este ano] ou não tenha aprendido determinada habilidade, ele poderá progredir”, disse Rossieli. “Contudo, os estudantes que não entregarem nenhuma atividade poderão ser retidos ainda neste ano. Mas é um percentual menor [de estudantes nessa situação]”.


O secretário acrescentou: “Vamos dar opção de entregar posteriormente o trabalho. O mínimo que estamos exigindo são os materiais impressos que estão acessíveis a todos os estudantes. Se a família ainda não retirou, pode retirar [esse material] na escola.”


Aulas presenciais


Por causa da pandemia do novo coronavírus, as aulas presenciais estavam suspensas desde março. E aconteciam de forma remota e on-line, sendo transmitidas por meio do aplicativo do Centro de Mídias da Educação de São Paulo (CMSP), criado pela secretaria da Educação. A programação também é transmitida pelos canais digitais de tevê 2.2 − TV Univesp − e 2.3 − TV Educação.


Mas, em 7 de outubro, puderam ser retomadas, de forma opcional, as aulas presenciais para estudantes do ensino médio e da educação de jovens e adultos (EJA). A medida vale para escolas municipais, estaduais e particulares, mas precisa ser autorizada pelos prefeitos. São eles que decidirão se vão seguir ou não o cronograma estabelecido pelo governo paulista.


Desde 8 de setembro, algumas escolas do estado já iniciaram as aulas de reforço ou acolhimento, depois da autorização das prefeituras. Essas aulas só puderam ser retomadas com atividades de reforço e de recuperação e também são opcionais.


Para os alunos do ensino fundamental de São Paulo, a previsão de retorno às aulas é em 3 de novembro.


A retomada das aulas presenciais acontece de forma gradual e com limite de capacidade. Nas redes privadas e municipais, a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental podem ter até 35% dos alunos por dia em atividades presenciais. Para os anos finais dos ensinos fundamental e médio, o limite máximo é 20%. Na rede estadual, só é permitido o atendimento de até 20% em todas as etapas.


Ano letivo


O secretário disse ainda que os anos letivos de 2020 e 2021 serão trabalhados na rede pública estadual como um ciclo único de ensino.  A ideia é fazer a unificação em oito bimestres.


“Essa recuperação [do aluno que teve dificuldades ou que não conseguiu aprender] será avaliada nos últimos oito bimestres, ou seja, [somando] as quatro notas do ano de 2020, mais as quatro notas do ano de 2021, criando um ciclo entre esses dois anos por conta da pandemia”, disse Rossieli.

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