• Redação Jeduca

Ideb do ensino médio melhora


Por Marta Avancini


Os novos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador de qualidade do ensino no Brasil, foram divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).


O Ideb é calculado a cada dois anos. Os dados de hoje dizem respeito a 2019 e se dividem entre três grupos: ensino médio, anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e anos finais (6º ao 9º ano).

Das três etapas de ensino avaliadas, a que mais chama atenção é o ensino médio, que obteve o maior aumento ao longo da série histórica, iniciada em 2005: 0,4 ponto. Com isso, o Ideb do ensino médio no Brasil passou de 3,8 (resultado de 2017) para 4,2. O dado considera as redes pública e privada.

Apesar do aumento significativo, o ensino médio no Brasil está abaixo da meta prevista para 2019: 5.

Aumento em todos os estados, menos em Sergipe


Houve aumento do Ideb em todos os estados, exceto Sergipe, considerando a média de todas as redes.

O Ideb mais elevado no ensino médio, entre os estados e o Distrito Federal, é o do Espírito Santo (4,8) e o de Goiás (4,8).

Goiás foi o único estado que bateu a meta no ensino médio (4,8), considerando o desempenho de todas as redes de ensino (cada estado tem a própria meta, que pode variar de um estado para outro).


Oito estados têm Ideb acima da média nacional: Rondônia, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo, Espírito Santo e Goiás, também considerando todas as redes.

Aprovação e desempenho


Além de olhar o Ideb como um todo, é importante analisar os componentes do Ideb: rendimento escolar (aprovação) e nota média padronizada (calculada a partir do desempenho em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica Saeb). 


Nas tabelas que acompanham o resumo técnico divulgado pelo Inep, é possível analisar a situação de cada estado, também por rede de ensino, em relação a essas duas dimensões:

A taxa de aprovação de alunos (rendimento escolar) melhorou na maior parte dos estados entre 2017 e 2019. No Acre e em Santa Catarina, houve queda (considerando todas as redes).             

A nota média padronizada aumentou em todos os estados (considerando todas as redes).

Redes estaduais e rede privada


Como o ensino médio é oferecido predominantemente por redes estaduais, é importante analisar o comportamento dessas redes.

No país, houve aumento de 0,4 ponto, ainda assim, segue abaixo da meta. O Ideb das redes estaduais em 2019 ficou em 3,9 − era de 3,5 em 2017 e tinha como meta, para 2019, chegar a 4,6.

As redes estaduais de Pernambuco e Goiás bateram a meta de 2019.

A rede privada tem um Ideb muito mais alto do que a média das redes estaduais (6,0 ante 3,9), mas seu desempenho se mantém estável ao longo da série histórica. Isso é um dado relevante para colocar os dados em perspectiva. Além disso, em nenhum estado a rede privada atingiu a respectiva meta.

Pontos de atenção

O desempenho das redes estaduais não têm extremos (Ideb muito alto ou muito baixo).

Há uma concentração de redes estaduais com Ideb mais baixo no Norte e no Nordeste, o que remete a desigualdades socioeconômicas e educacionais.

Vale analisar mais a fundo as redes estaduais de Espírito Santo, Goiás e Pernambuco. São estados que têm desenvolvido políticas para o ensino médio sempre lembrando que, em educação, não há receitas prontas e nem sempre é possível replicar automaticamente as políticas.


(Os resultados do Ideb no ensino fundamental serão analisados no próximo post).

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