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Games: empregos e ensino mais atraente



Em 2019, o mercado de games movimentou, no Brasil, mais de R$ 5 bilhões. Com a intenção de alavancar ainda mais o setor, foi criada a Frente Parlamentar de Games e Jogos Eletrônicos.

Para discutir a geração de emprego e renda pelo setor e o uso dos jogos na educação, a frente realizou, na quarta-feira (15), reunião virtual com profissionais ligados à área.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, participou do encontro e destacou que as tecnologias desenvolvidas nos jogos eletrônicos vão muito além do entretenimento e estão sendo utilizadas em várias áreas.

“As tecnologias envolvidas vão do vídeo em si ao software, toda a parte de controle, modelamento matemático, modelamento com inteligência artificial. As aplicações dessas tecnologias são gigantescas”, disse o ministro.

A representante da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), Eliana Russo, lembrou que o setor gera empregos em todas as regiões do país, não estando restrito ao eixo Rio-São Paulo.

“Nessa vertente de geração, de inovação, de empreendedorismo, o Brasil tem na mão hoje condições de, ao apoiar as empresas desenvolvedoras de games, gerar crescimento. Em todo o Brasil a gente tem boas empresas, inclusive exportando”, observou ela.

O coordenador da frente, deputado Coronel Chrisóstomo (PSL-RO), destacou que o objetivo dos parlamentares é permitir que o setor se desenvolva, e que essas tecnologias possam ser usadas nas escolas de todo o país.

“Essa é uma das metas da frente: criar espaços nas escolas públicas para formar todos esses profissionais para atuar no mundo dos games e jogos eletrônicos”, afirmou o deputado.

Evasão escolar

O advogado Marcelo Mattoso destacou que a aplicação dos jogos em educação tem como objetivo tornar as atividades diárias na escola mais interessantes, ajudando assim a combater a evasão escolar.

“Você consegue tirar aquele aspecto de caderno, livro, lousa e professor. Aquele quadrado que, às vezes, é entediante. Através dos games você consegue transformar a matéria de uma forma muito mais atrativa e interessante para aquele jovem. Então, você tem essas duas vertentes, você consegue atacar pelos esportes, que é uma similaridade com os esportes tradicionais e a gente já sabe que isso funciona, e você tira crianças da miséria, você tira crianças da ignorância, você consegue dar uma perspectiva de vida para essas pessoas. Mas você também consegue atraí-las de uma outra forma, 'gameficando' as matérias”.

O Brasil é o 13º país no mercado de games, com quase 76 milhões de jogadores. De 2014 a 2018, o mercado de desenvolvedores de jogos cresceu 164%, empregando 2.700 pessoas.

Reportagem - Karla Alessandra

Edição - Roberto Seabra

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