• Demétrio Weber

Enem será em janeiro


Foto: Naiara Demarco

O Ministério da Educação (MEC) anunciou as novas datas do Enem 2020. No caso da versão impressa, o exame ocorrerá nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021. Já as provas da versão digital serão realizadas em 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021.

A versão impressa é destinada a quase todos os 5,7 milhões de inscritos, enquanto a versão digital será aplicada pela primeira vez, em formato piloto, para 96 mil inscritos que deverão responder às questões no computador.

Enquete

O Enem 2020 estava marcado para novembro, mas foi adiado por causa da suspensão das aulas presenciais em todo país, em decorrência da pandemia de covid-19.

As novas datas foram anunciadas pelo secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, e pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (8).

Em junho, o Inep fez uma enquete com a participação voluntária de 1,1 milhão de inscritos − 19,3% do total. A opção vencedora foi a de adiar as provas para maio de 2021, com 49,7% do votos. Janeiro de 2021 ficou em segundo lugar, com 35,3%, seguido por dezembro de 2020, em último, com 15%.

Segundo o presidente do Inep, o resultado da enquete não era determinante, e já havia sido avisado que a decisão final levaria em conta outros parâmetros. Entre eles, o diálogo com secretários estaduais de Educação e dirigentes do ensino superior público e privado. Lopes também argumentou que mais da metade dos participantes escolheu datas em dezembro e janeiro.

“A gente também está atendendo à necessidade desses alunos que votaram. Como dissemos desde o início, a enquete não seria o único parâmetro para a definição da data. Também ouvimos os secretários de Educação e demais representantes das entidades educacionais”, afirmou Lopes, conforme nota divulgada na página do MEC na internet.

Apoio

O Inep quer um aporte adicional de R$ 70 milhões para despesas com medidas extras de prevenção da covid-19. “Vamos tomar todas as medidas de segurança do ponto de vista sanitário para a aplicação da prova. Para isso, teremos de alugar novas salas e disponibilizar equipamentos de segurança, como máscaras e álcool em gel, o que gera um custo além do que foi planejado inicialmente. Porém, já estamos em contato com o Ministério da Economia e isso não será um problema para a realização da prova”, disse Lopes.

A nota do MEC informa que o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), entidade que reúne os secretários estaduais, apoiou as novas datas escolhidas pelo governo federal.

Confira alguns trechos da nota:

"A coletiva de imprensa também contou, por videoconferência, com a participação de Cecilia Motta, secretária de Educação do Mato Grosso do Sul e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); Fred Amancio, secretário de Educação de Pernambuco e vice-presidente do Consed; e Rossieli Soares, secretário de Educação de São Paulo. Todos apoiaram a decisão do MEC e do Inep sobre as novas datas de aplicação do Enem 2020.

Cecilia Motta agradeceu o diálogo feito pelo MEC e o Inep com o Consed e ressaltou a importância de o Enem ser realizado no início do primeiro semestre de 2021. “Este é um ano que está sendo muito difícil e chegar a um consenso não é fácil. No entanto, a decisão agradou a todos nós, porque a gente não pode perder o primeiro semestre, que é muito importante, nem perder a organização do Prouni, do Sisu e do Fies. Então, o Consed unanimemente aprovou esta data e achou-a muito interessante para os alunos da rede pública”, concluiu Motta.

Diálogo – O Inep analisou os cenários possíveis de realização do exame em conjunto com o MEC e entidades educacionais, como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), a Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), a Associação Nacional dos Centros Universitários (Anaceu) e a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup)."

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