• Agência Brasil

Enade: universidades federais se destacam


Por Mariana Tokarnia


Estudantes de universidades federais e de cursos presenciais tiveram o melhor desempenho na avaliação que mede a qualidade dos cursos de educação superior no país, de acordo com os resultados divulgados na terça-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Entre os cursos que entraram na avaliação, estão medicina, enfermagem e engenharias. 


O chamado Conceito Enade foi calculado com base no desempenho de universitários no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2019. A cada ano, são avaliados cursos de diferentes áreas do conhecimento. No ano passado, foram os de ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias e arquitetura e urbanismo; e os cursos superiores de tecnologia nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e de segurança.


Levando em consideração o desempenho dos estudantes nas provas, os cursos são classificados seguindo uma escala de 1 a 5. O conceito 3 é uma espécie de média. Aqueles que tiveram um desempenho menor que a maioria recebem conceitos 1 ou 2. Já os que obtiveram desempenho superior recebem os conceitos 4 ou 5.


EAD e instituições privadas


Entre as federais, 46% dos cursos ofertados conseguiram conceito 4 e 24,1%, conceito 5, que é o mais alto. Já entre as instituições privadas com fins lucrativos, aquelas que concentram o maior número de estudantes na avaliação, 11% dos cursos obtiveram conceito 4 e 1,4%, conceito 5.


A maior porcentagem dos cursos em instituições privadas com fins lucrativos obteve conceito 2, ou seja, “abaixo da média”, 40,9%. 


Considerando todas as instituições de ensino avaliadas, públicas e privadas, foram quase 144 mil estudantes se formando em cursos com desempenhos 1 ou 2 no país, em 2019. 

Os cursos presenciais também obtiveram melhores desempenhos que os cursos a distância. Entre os presenciais, no total, considerando todas as instituições de ensino, 20,7% obtiveram conceito 4 e 6,3%, conceito 5. No ensino a distância, 10,7% alcançaram conceito 4 e 6%, conceito 5. Cerca da metade desses cursos ficou “abaixo da média”, 46% com conceito 2 e 5,3%, com conceito 1. 


Os cursos a distância são, no entanto, minoria entre os avaliados em 2019. De acordo com o Inep, a educação a distância representa apenas 2% dos cursos participantes. 


(Confira aqui a coluna do professor Dilvo Ristoff sobre EAD e ensino presencial publicada em 21 de outubro de 2020)


Evolução 


O Inep divulgou também os resultados do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). Esse indicador considera, além do Enade, o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 


A meta é avaliar o quanto os estudantes progrediram ao longo do curso de ensino superior, verificando como entraram e como deixaram a faculdade. 


Por esse indicador, as universidades federais seguem com as maiores porcentagens entre os cursos com os maiores conceitos, concentrando, no conceito 4, 21% dos cursos que oferecem e, no 5, 6,2%. Mas a diferença cai em relação às privadas com fins lucrativos, segmento em que 14,1% ficaram com conceito 4 e 4,5%, conceito 5. 


Na educação presencial, 16,7% alcançaram conceito 4 e 4,8%, conceito 5. Já na modalidade a distância, 14,3%, conseguiram conceito 4 e 3,1%, conceito 5. 


O Enade é um exame feito por estudantes − ao final dos cursos de graduação − para avaliar conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidas durante o curso.  A prova é composta de 40 questões, divididas em formação geral, que avalia aspectos da formação profissional relativas à atuação ética, competente e comprometida com a sociedade, e componente específico, voltado para as competências, habilidades e objeto de conhecimento de cada uma das áreas de conhecimento avaliadas.

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