• Demétrio Weber

Por pandemia, MA criará 4º ano do ensino médio



A rede estadual do Maranhão vai oferecer um ano adicional de ensino médio, de matrícula voluntária, para compensar a suspensão das aulas presenciais durante a pandemia de covid-19. A nova série corresponderá ao 4º ano do ensino médio e será ofertada em 2021, após o término do atual ano letivo.

É o que disse o secretário da Educação maranhense, Felipe Camarão, ao participar de webinário da Fundação Getúlio Vargas sobre desafios da educação básica, no último dia 9 de junho. "Vamos lançar o 4º ano do ensino médio para estudantes que, mesmo aprovados no 3º ano, não tenham se sentido contemplados", afirmou ele.

O objetivo é dar aos alunos a oportunidade de sanar deficiências do ensino remoto. Como o 3º ano é o último do ensino médio, os alunos aprovados não poderiam continuar na escola em 2021, já que teriam concluído a educação básica. Com o ano adicional, isso será possível, e quem se matricular terá melhores condições de se preparar para o Enem e outros vestibulares.

Ciclo

Em relação às demais séries, o secretário disse que vai propor ao Conselho Estadual de Educação do Maranhão que os anos letivos de 2020 e 2021 sejam considerados como um ciclo único, para fins de avaliação e aprovação. A ideia é evitar que estudantes corram o risco de reprovação no atual ano letivo, em meio à suspensão das aulas presenciais e ao impacto da covid-19.

Camarão contou que o ensino remoto está chegando a cerca de 79% dos estudantes da rede estadual. Uma das estratégias foi dar autonomia às escolas para definir as plataformas e o formato do ensino a distância, de modo que os professores pudessem utilizar tecnologias a que têm acesso e que já conhecem. Ainda assim, 21% dos alunos não estão tendo acesso às aulas remotas, de acordo com o secretário.

Crianças

Ele afirmou que a retomada das aulas presenciais não tem data no Maranhão. A intenção é voltar gradualmente, começando pelo ensino superior, seguido pelas turmas do ensino médio, dos anos finais do ensino fundamental, dos anos iniciais e, por fim, da educação infantil. As crianças serão deixadas por último, explicou o secretário, porque têm mais dificuldade de seguir os protocolos de segurança sanitária.

Num primeiro momento, as aulas presenciais deverão conviver com atividades remotas, em um modelo híbrido. Outra decisão já tomada é que, tão logo as escolas sejam reabertas, não haverá aulas propriamente ditas, mas uma série de atividades de acolhimento para ajudar alunos e profissionais da educação a superar os traumas da pandemia. "Sem o socioemocional em dia, não vamos avançar na aprendizagem", afirmou ele.

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