• Jornal da USP

Cursinho gratuito para pós na USP

Atualizado: Jul 12


O início deste ano teve como destaque a notícia de que a USP, pela primeira vez em sua história, teve maioria de novos alunos da graduação vindos da escola pública. Para ampliar ainda mais o acesso de estudantes em situação de vulnerabilidade social à educação pública de qualidade, um grupo de pesquisadores do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP decidiu criar uma nova modalidade de cursinho preparatório dirigido à pós-graduação.


O Cursinho Pré-Pós é totalmente gratuito e tem o objetivo de oferecer as condições necessárias para quem busca uma vaga de mestrado na instituição, tornando o processo mais democrático. A iniciativa considera que o programa de pós-graduação que é alvo do cursinho, na área de Culturas e Identidades Brasileiras, terá 50% das vagas reservadas para os grupos de ações afirmativas: negros, indígenas, trans, apátridas, pessoas com deficiência, de baixa renda e em situação de refúgio. Para participar do processo seletivo do cursinho, os interessados devem ter graduação completa, fazer parte do público alvo e preencher o formulário na internet até o dia 16 de julho, pelo endereço bit.ly/cursinhoieb. Haverá sorteio para as 100 vagas disponíveis.


O curso será ministrado por pós-graduandos do IEB e por parceiros de outros programas com aulas on-line aos sábados sobre conteúdos de escrita acadêmica voltada aos gêneros textuais utilizados ao longo do processo, construção de currículo Lattes, idiomas para proficiência, além de análise de textos da bibliografia do edital. Também haverá o acompanhamento do processo de construção dos projetos de pesquisa dos alunos.

O cursinho foi criado por sete pós-graduandos que se organizaram e planejaram uma gestão coletiva da iniciativa, incluindo 21 voluntários para ministrar aulas e orientar a formulação dos projetos. “Esse cursinho é uma iniciativa inspirada em um projeto anterior, realizado pelos alunos do Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas), da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. No Diversitas, os alunos da disciplina Feminismos Negros se juntaram para construir a grade do curso e ministrar as aulas. O cursinho e a proposta de orientar a construção do projeto dos alunos é baseado nessa experiência”, explica Karoliny Aparecida de Lima Borges, uma das idealizadoras do Pré-Pós. Além dela, participam Brenda Amaral, Cristiane Alves Avelar, Giovani Paiva, Jonas Bertuol Garcia, Marco Antônio Teixeira Junior e Nathan Gomes.


“Nós dividimos o curso em frentes que cubram o processo seletivo do mestrado do IEB. Uma das aulas, por exemplo, fala sobre os acervos do instituto, algo que acrescentamos porque é um diferencial do instituto em relação a outras unidades. Esse grande acervo pode ser explorado pelos alunos que querem ingressar no programa de pós”, acrescenta Karoliny.


Sobre o IEB


Criado em 1962, o Instituto de Estudos Brasileiros busca a reflexão crítica sobre a sociedade brasileira por meio da articulação de diferentes áreas das humanidades. Para isso, as atividades de pesquisa se fazem associadas à preservação dos acervos culturais que estão sob sua guarda. São 91 fundos e coleções, além de vasta documentação resultante de pesquisa e documentação avulsa e geral, o que representa aproximadamente 450 mil documentos no Arquivo, 180 mil livros na Biblioteca e 8 mil objetos na Coleção de Artes Visuais.


O Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Culturas e Identidades Brasileiras oferecido pelo IEB tem como objetivo a realização de pesquisas e o desenvolvimento de reflexões sobre a sociedade brasileira, a partir de estudos sobre as correspondências entre formações sociais e expressões artísticas.


Cursinho Pré-Pós


Preparatório para a pós-graduação em Culturas e Identidades Brasileiras do IEB-USP Vagas: 100 (por sorteio) Inscrições até o dia 16 de julho, pelo link: bit.ly/cursinhoieb Público: pessoas com deficiência, negras, indígenas, trans, apátridas, refugiadas e de baixa renda E-mail: rds.ieb.usp@gmail.com


(Publicado originalmente no Jornal da USP)