• Demétrio Weber

Conectividade, barreira do ensino on-line


Diante da exclusão digital, governos se veem obrigados a disponibilizar acesso à internet para que estudantes possam acompanhar o ensino on-line durante a pandemia de covid-19.

Pelo menos três governos estaduais já anunciaram esse tipo de iniciativa: o de São Paulo, o do Rio de Janeiro e o do Paraná.

Em São Paulo, a secretaria de Educação informou que firmará contrato com as quatro maiores operadoras de telefonia: Claro, Oi, Tim e Vivo.

No Rio, foi anunciada a distribuição de chips de acesso a internet para 700 mil alunos da rede estadual, além de professores e diretores de escola.

No Paraná, a secretaria de Educação diz que adquiriu pacotes de dados de todas as operadoras de telefonia, para que os estudantes possam acessar o aplicativo Aula Paraná sem consumir dados 3G ou 4G de seus planos de celular.

Desigualdades


As informações constam em balanço do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Atualizado no último dia 23 de abril, o levantamento não registra iniciativas similares pelos demais governos estaduais.

Prefeituras também têm se mobilizado. A de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, fez um levantamento junto às famílias de seus alunos e pretende fornecer laptops (chromebooks) e acesso à internet para cerca de 5 mil crianças da rede municipal, nas próximas semanas.

O fechamento das escolas jogou luz sobre desigualdades no Brasil e no mundo: se o ensino on-line é uma saída emergencial para a suspensão das aulas presenciais, de nada adianta para quem não consegue sequer acessar a internet. No Brasil, o IBGE estima que 20,1% da população brasileira vivia em lares sem internet, em 2018. No Sudeste, esse percentual era de 13,5% e, no Nordeste, atingia 30,8%.

A educação passa por aqui.

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Professor que escreve uma fórmula em um

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