• Demétrio Weber

4,1 mil redes municipais com ensino remoto


Resultados da pesquisa foram apresentados em videoconferência. Foto: Reprodução/Undime

A oferta de atividades não presenciais para os alunos das redes municipais é realidade em pelo menos 4.114 municípios brasileiros. É o que mostra pesquisa da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) divulgada na quarta-feira (9).

O levantamento foi feito de 7 a 18 de agosto, por meio de questionário eletrônico. As redes que informaram estar realizando atividades não presenciais durante a pandemia de covid-19 correspondem a 96% dos 4.272 municípios participantes.

Já o número de redes sem atividades ficou em 158, o equivalente a 4% dos municípios que responderam ao questionário.

De acordo com a pesquisa, quase todas as redes que realizam atividades não presenciais disponibilizam material didático impresso aos estudantes. É o que informaram 4.044 redes municipais − 95% das redes pesquisadas.

O segundo formato mais popular é o das videoaulas gravadas (3.456 municípios), seguido pelo uso de plataformas educacionais (1.237), por videoaulas on-line ao vivo (1.184) e pela veiculação de programas em emissoras de TV Educativa (262).

"As escolas fecharam, mas não pararam as atividades, muita coisa está sendo feita, é o que a pesquisa nos mostra", disse o presidente da Undime, Luiz Miguel Martins Garcia, secretário municipal de Educação de Sud Mennucci (SP). "Este é o momento de nos unirmos, de valorizarmos a vida com respeito às condições sanitárias, mas também de garantirmos o direito à aprendizagem."

A pesquisa contou com o apoio do Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Busca ativa


A gerente de desenvolvimento do Itaú Social, Patrícia Mota Guedes, destacou a importância de que as escolas ofereçam ensino remoto para seus alunos, enquanto estiverem fechadas por causa da pandemia. Ela falou também sobre as crianças e os adolescentes que não estão tendo a oportunidade de estudar neste período. "Seguem sendo fundamentais estratégias de apoio para os estudantes mais vulneráveis, que ainda não acessaram qualquer atividade, e que estão em risco de abandono escolar mesmo antes da reabertura das escolas", disse Patrícia.

O chefe de Educação do UNICEF no Brasil, Ítalo Dutra, enfatizou a importância da busca ativa, estratégia pela qual as redes de ensino entram em contato com os alunos que pararam de estudar ou de frequentar a escola, na tentativa de restabelecer o vínculo. “Há meninos e meninas que já se encontravam em atraso escolar e correm o risco de não conseguir voltar, os que já estavam fora da escola e estão ficando cada vez mais longe dela e estudantes que perderam o vínculo durante a pandemia", afirmou Ítalo.

Confira mais informações sobre a pesquisa da Undime aqui.

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